Existe vida eterna?
Por: Simone
Na mitologia nórdica, os elfos eram imortais e pertenciam à classe rica, enquanto os anões, mortais, representavam a classe humilde, que não tinha a eternidade ao seu favor.
Na nossa realidade, pouco mudou. Os “elfos” de hoje são aqueles que nasceram em berço de ouro, que pagam fortunas para prolongar a vida e desfrutar do conforto sem se preocupar com o amanhã. Já nós, da classe pobre e média, somos como os anões: lutamos todos os dias para garantir o pão na mesa, estudamos para conquistar um trabalho digno e dedicamos nosso suor a tarefas que muitas vezes não recebem o devido valor.
E isso é justo?
Enquanto alguns já começam a vida como elfos afortunados, muitos de nós nascemos como anões em um vasto mundo de poucos privilégios.
Mas talvez o mais importante não seja desejar ser um elfo. O verdadeiro mérito está em viver com honestidade, persistência e dignidade. Nunca teremos a eternidade dos elfos, mas podemos conquistar nossas próprias glórias — assim como os anões que, com esforço e coragem, transformaram minas escuras em tesouros lendários.
A imortalidade não está no tempo que se vive, mas no legado que se deixa.
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